sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cabana, um pioneiro da Azul e Branco

Cabana,  Pioneiro da Azul e Branco.

Silvestre David da Silva, o Cabana é sinônimo de compositor para a Beija Flor. Legítimo pioneiro, Cabana foi figura marcante não apenas na agremiação que ajudou a fundar, mas também na própria construção do moderno carnaval carioca. Passados mais de 25 anos de sua morte, sua importância só faz crescer. E embora tenha deixado seu nome como compositor também em outras escolas, Cabana será sempre associado ao carnaval de Nilópolis.
Inscrito na história da agremiação como autor de seu primeiro samba enredo – “Caçador de Esmeraldas” de 1954 – Cabana foi ainda um dos responsáveis pela criação da Beija Flor como escola de samba propriamente dita: foi ele quem registrou, em 1953, o então bloco Associação Carnavalesca Beija Flor na Confederação das Escolas de Samba para o desfile oficial de 1954, no segundo grupo. O resto é história: “Caçador de Esmeraldas” levou a escola a seu primeiro título e Cabana transformou-se em símbolo da Ala de Compositores da Beija Flor. “Ele tinha um estilo único, tanto de compor quanto de cantar. Era reconhecido em todo o Rio de Janeiro e com ele a Beija Flor seguia junto” afirma Gilson Doutor.
Nascido a 22 de julho de 1924, no bairro da saúde, Silvestre ganhou o apelido de “Cabana” logo que começou a compor em meados dos anos 40. Mesmo não tendo participado da histórica reunião de dezembro de 1948, que criou a Associação Carnavalesca Beija Flor, esteve sempre presente na evolução do então bloco de carnaval.
“Quem trouxe o Cabana para a escola foi o Zairo Rodrigues, o Zairo Gogó de Ouro, o melhor crooner que a escola já teve” conta o compositor Ary Carobinha. “ Na época, o pioneiro compositor já defendia sambas na escolas União Entre Nòs, Deixa Malhar e Unidos da Barão de Petrópolis. Acho que foi quando ele saía nessa escola do Rio Comprido, no final dos anos 40, que tomou a navalhada que lhe deixou uma cicatriz no rosto” recorda Carobinha.
O grande passo para a aparição do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Beija Flor foi dado por Cabana em pessoa. Em 1953, ele tomou a iniciativa de registrar a então Associação Carnavalesca como escola propriamente dita. Em seu primeiro carnaval na avenida ( até então só desfilava em Nilópolis e adjacências), a Beija Flor venceu o campeonato do segundo grupo.
Cabana era muito popular, conhecido em todas as  agremiações e rodas de samba. “As músicas que ele fazia levavam o nome dele longe!” diz Carobinha. Com suas boas relações entre os sambistas, Cabana trouxe para a escola compositores importantes com Osório Lima, Walter Batuqueiro e Ary de Lima. Mas ele não era só irreverência e bom papo, nem se restringia a escrever seus cultuados sambas. Trabalhava duro, participando de todas as etapas da confecção do desfile da Beija Flor – da organização dos ensaios ao preparo das fantasias. “Até carro alegórico ele ajudava a montar” lembra Aluízio Ribeiro, presidente da Velha Guarda da escola.
Depois de emplacar em 1962 o samba “Dia do Fico” com o qual a Beija Flor chegou ao segundo lugar do grupo principal do carnaval carioca – Cabana amargou em 1964 o reverso da glória. Defendendo  seu “Café, Riqueza do Brasil”, a escola de Nilópolis foi rebaixada para o terceiro grupo, o fundo do poço em sua história. Coincidência ou não, algum tempo depois o compositor se afastaria da Beija Flor, partindo para a Portela.
Nos cinco anos que ficou na Portela, Cabana teve seu primeiro samba gravado (“Tal é o dia do batizado” para o carnaval de 1967) e firmou as duas principais parcerias de sua vida – Martinho da Vila e Norival Reis. Em 1973, afinal, retornou a Nilópolis, onde mais uma vez foi aclamado como figura histórica na escola. “ Foi uma  tremenda festa quando ele voltou. Apesar de ele ter feito belos sambas na Portela, a casa do Cabana sempre foi a Beija Flor” afirma Aluízio.
Uma das últimas “aquisições” de Cabana para a Beija Flor acabou sendo uma das mais populares também. Foi através de Cabana que o puxador Neguinho da Beija Flor, hoje verdadeiro símbolo da escola de Nilópolis, chegou a agremiação em 1976. “ O Cabana já me conhecia – na época eu cantava no bloco Leões do Iguaçu – e me indicou para o Anízio (Abrãao David). Ele me deu muita força” lembra Neguinho. O pé quente do fundador funcionou: composto e defendido pelo próprio Neguinho, o samba “Sonhar com Rei dá Leão” levou a Beija Flor a seu primeiro campeonato no grupo principal.
Após voltar a Beija Flor, Cabana só venceu mais um concurso de samba enredo. Tem gente que acha isso uma injustiça. “ Quando ele voltou, as coisas não ficaram como eram antes. Na verdade, diziam que o estilo dele estava ultrapassado, não servia mais. Mas a boa música nunca fica ultrapassada” diz Gilson Doutor.
Cabana compôs seu último samba em 1986, uma parceria com C arlinhos Criação. Vitimado por um enfarte, morreu no dia 18 de dezembro, aos 62 anos. Seu corpo foi velado na quadra da escola, ao som de muito samba, como era seu desejo expresso. Ary Carobinha recorda emocionado: “ Foi uma grande roda de samba. A bateria chegou, e cantamos todos os sambas dele, a noite inteira.
(Fonte: Revista do Salgueiro 2002)

3 comentários:

  1. Homenagem maldita a GR Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis tem a (Des,honra) de levar para o Carnaval de 2014 o enredo elogios surrealista “O Astro (Racista, Fascista) Iluminado o” Rei Boni dos Illuminatis” da Comunicação (da negação negra) Brasileira” ao Fascista e Racista José Bonifácio de Oliveira Sobrinho que por trinta anos, mandou na Rede Globo implantando “O padrão de qualidade (descriminar os negros) da Rede Globo” isto é verdade a discriminação, exclusão a marginalização e estimulando preconceitos e segregação da raça negra afra brasileira, no qual foi processado varias vezes, mas no Brasil rico e milionário não vai para cadeia. Bone foi aliado da ditadura e enganou o povo brasileiro na eleição do Presidente Color de Melo caçado por corrupção, apesar de criticado pelo branqueamento e discriminando e inferiorizando os negros e negras na tela do Plin – Plin Rede da Globo, contra fatos não há argumentos até lançaram um livro “ Não somos racistas” do judeu sionista o assumidamente racista Ali Kamel outro manda chuva da Globo o mais interessante é que a GLOBO tem dezenas de concepções de canais abertos e fechados e representas dezenas de outros estrangeiros e nenhuma tem programa de samba ou de sambistas e veja bem o Brasil e a terra Samba e Rio de Janeiro e a capital do Samba e da maior festa(o desfile das Escolas de Samba RJ) popular do mundo e que vem centenas de milhares de turistas estrangeiros e brasileiros segundo ACRJ gera mais 2 bilhões de dólares a “Cidade Maravilhosa” e gerando dezenas de milhares de empregos direta e indiretamente no Rio e no Brasil. E o pior de tudo isto no ano passado a rede Globo não transmitiu e nem permitiu que as outras fizessem os desfile das Campeãs de São Paulo e do Rio carnaval 2013, privando e desrespeitando os sambistas e milhares de pessoas que trabalham para que esta festa acontecesse e centenas de milhões de admiradores no Brasil e no mundo visem o maior espetáculo vivo da terra. Sabem por que diretor responsável o J.B. Oliveira (Boninho) filho do homenageado ficou revoltado porque a Escola (?) que eles apostaram e patrocinaram não ganhou e quem ganhou foi a Vila Isabel tinha uma rainha de Bateria do Rio e São Paulo apresentadora de maior sucesso ligada à outra emissora concorrente a TV Globo causando maio polemica mostrando o monopólio e a estupides ignorando os apelos de milhões de admiradores desta cultura tradicional do povo brasileiro. Agora vêm com maior cara de pau os Bonis pai e filho e o império Globo os PIGs falar que gostam do samba e do povo como dizia o grande Jamelão “Eles me adoram” ironizando o Geraldo Filme a Globo é a mansão da casa grande e o povo a senzala. Infelizmente a gloriosa querida Beija Flor vira Deusa desumana de a Passarela. Luiz Carlos da Vila o sambista da consciência negra que o Carnavalesco? Tem o dom de transformar o Inferno em paraíso e esgotos em céu aberto em fontes luminosas e vacinaras em altruístas, como elogiar o opressor o segregado Boni em bem feitor, uma vez perguntaram para ele será o bom porque não produzir um programa infantil com uma Xuxa e Paquitas negras seria justo e ótimo a cidadania verdadeiramente brasileira a resposta dele, foi se eu fizesse isto eu seria injusto e racista foi mais uma respostas cretinas muito conhecidas Bonianas, apesar da equivocada homenagem a que sempre desprezou os negros e os pobres Boni$$$$$$$$$$$$. “Se iluminar. Com a Luz que há no Vencedor. Pode até ganhar. E Mérito não ter!” L.C. Vila. A comunidade azul e branca que não culpada desta palhaçada infame e mercenária. Homenagem ONNQ ao sambista e gestor CABANA (Silvestre David da Silva) 90 Anos 22/7/1924 - 18/12/1985 um dos maiores patrimônios da historia da Beija Flor e do samba http://cabanadosamba.blogspot.com.br/. Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 – REQBRA Revolução Quilombolivariana do Brasil - quilombonnq

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  2. Que emocionante. Cabana é meu avô, fiquei super feliz com essa homenagem.

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